Francis Bacon – Fuxicando o Medo

Você já ouviu este nome antes, não é? Talvez não tenha sido numa aula de Artes ou coisa assim, mas talvez numa aula de História ou Filosofia?

A questão é que existem DOIS Francis Bacon famosos! O primeiro foi um filósofo inglês do período Elisabetiano. O segundo (o que trataremos neste post) foi um pintor irlandês da escola figurativa. E o mais interessante: ele é descendente do Francis Bacon original!

Seus quadros eram conhecidos por serem austeros e um tanto perturbadores. Pelo visto, assim como seu ancestral filósofo, ele também curtia atravessar as fronteiras do existencial. Você poderá conferir algumas de suas telas (muitas delas em conjuntos de três) logo abaixo!

2 comentários em “Francis Bacon – Fuxicando o Medo

  1. Vai perdoar a franqueza, mas é um raio duma introdução ao mundo de Bacon a que faz… Quem não conhecia, pior do que continuar a não conhecer, deve ter ficado com muitas e muito boas razões para não querer conhecer… e a propósito qual o interesse do parentesco com o homónimo “primo”? Será que a sua pintura seria diferente, fosse ele descendente de Napoleão Bonaparte? E porque não realçar o facto (estou certo que significativo e altamente esclarecedor sobre a técnica e temática dos seus quadros) de que Bacon é o vocábulo inglês para toucinho? Assim se explicaria a razão pela qual tantos dos seus quadros representam grandes peças de carne e carcaças animais. Imperdoável também o facto de omitir ter sido Bacon detido, julgado e finalmente sentenciado a longo período de prisão pela razão de numa das suas lendárias travessias das fronteiras do existencial ter sido apanhado vestido de Papa. Apesar das suas alegações de que como Chefe do Estado do Vaticano estaria dispensado do uso de passaporte o tribunal condenou-o a pesada pena de prisão, considerando agravantes o facto da sua pintura ser demasiado austera e os seus quadros além de um tanto perturbadores serem exibidos em triplicado. Ficou célebre a sua vibrante defesa do direito do artista pintar trípticos, contrariando a tese da acusação que sustentava ser o conjunto de três pinturas uma das mais ousadas e sinistras glorificações da homosexualidade. Apesar da sua ascendência irlandesa, Bacon nunca recuperou desta experiência, tendo procurado refúgio no álcool, acabando na miséria. No entanto a sua extrema dependência de bebidas alcolicas aliada à condição de pobreza em que vivia então, acabaram por dar à sua pintura uma força animal. A sua técnica tornou-se quase expressionista o que derivava de Bacon na sua desesperada busca de álcool, lamber furiosamente as telas tentando extrair delas alguma terebentina. A extraordinária força que explode nos seus quadros é frequentemente comparada a autênticos gritos, razão pela qual a maioria dos museus que exibem obras suas, optam geralmente por medidas para proteção do público, como sejam protectores auriculares, a interdição a público de idade menor, etc.

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