Toulouse Lautrec – Tamanho não Importa

Este é um dos meus artistas das antigas preferidos! Um dos inventores do design como é conhecido hoje: Toulouse Lautrec.

Gosto muito das artes dele, embora o que me chame muita atenção é a sua história de vida (que está sendo contada pelo grande Gradimir Smudja numa belíssima série de BD!). Filho de conde, trocou a vida de fidalgo para viver nos bordéis da França, sobretudo no mítico Moulin Rouge! Baixinho comedor, boêmio incurável e bebum de respeito – bebia absinto feito cerveja!

É comum alguns desinformados, quando vão escrever algo sobre ele, dizerem que Lautrec era um anão. Não é bem verdade: o cara tinha uma doença nos ossos que o impediu de crescer além dos 1,50m – altura “grande demais” para classificá-lo com nanismo. Sofreu dois acidentes graves em que fraturou as pernas e passou muitos meses em convalescênça desenhando.

Pintava feito um louco (e segundo as lendas, também “pintava como eu pinto…”) e também realizava trampos de cartazes para teatros e bordéis. Era muito querido pela pobretada de Montmartre, o bairro mais barra-pesada de Paris na época.

Infelizmente os seus excessos o levaram a contrair cirrose e sífilis. Morreu aos 36 anos, embora tenha vivido à mil seus poucos anos. Deixou como legado centenas de pinturas e ilustrações. Confira algumas logo abaixo!

E agora um bonus! Fotos do nosso pequeno grande homem! Achei que seria legal compartilhar com vocês!

(numa época em que não existia Photoshop, fazer a pequena “mágica” da foto acima era difícil!)

James Jean – Sonhos de um Dia de Serão

James Jean! Não confunda com o ator morto quase homônimo!

Este artista chinês (que surpresa!) ficou mais conhecido fazendo as capas de Fábulas (Fables no original). Lápis lindíssimo, acabamento digital primoroso e imagens oníricas bem maluquetes! No entanto ele não é exatamente um quadrinista, mas sim um ilustrador que desbunda para as comics de vez em nunca.

Veja abaixo algumas destas grandes peças! E o site do cara aqui ==> http://www.jamesjean.com/

Enrico Marini – Bello Fumettista

Ainda na onda dos italianos, mas desta vez pulando para o século XXI, vamos falar de mestre Enrico Marini

Outro grande mano dos quadrinhos (mais especificamente das BDs e Fumettis). Por enquanto o Brasil só foi abençoado com uma única obra sua, Predeadores. Mas ele também fez as fodidaças séries Le Scorpion, Gipsy e Águias de Roma – esta última sua grande Magnum Opus. Todas estas obras bem apimentadas com cenas para maiores de 18 anos – como é de praxe nos desenhistas de sangue Mediterrâneo.

Apreciem!

Michelangelo – Aceitando qualquer Job

Michelangelo não gostava de pintar.

A bichinha vivia dando pití quando a galera fazia encomenda de pinturas para ele, e não esculturas; que era a “arte maior”, muito acima do desenho, em sua concepção. Mesmo assim ele fazia. Obras a enfeitar igrejas e castelos e que se tornaram patrimônio da human race. Detestava o trampo, mas tinha que cumprir, né? Afinal era grana entrando no bolso.

Bom, não sei se escultura é melhor que pintura, mas na minha modesta opinião em ambas o cara era foda! Por isso, excepcionalmente neste post, irei postar umas fotos das esculturas do cara e seus detalhes. Além de umas pinturinhas, lógico! Ele as fazia de má vontade, mas elas não podem faltar.

Takayuki Yamaguchi – Anatomicamente Correto

Conheça um dos meus mangás favoritos: Shigurui! (alias, quando vai sair no Brasil, suas editoras filhas-da-puta?!?)

Desenhado pelo mestre Takayuki Yamaguchi, conhecido por criar alguns dos mangás mais bizarros que já saíram daquele arquipélago – e olha que coisa esquisita é o que não falta no velho Yamato! – ele quebra tudo com esta belíssima carnificina.

Possui um belo traço e seu conhecimento de anatomia é muito bom. Os personagens de Shigurui estão sempre sendo cutilados, mutilados, abertos, despelados e sofrendo intervenções cirúrgicas sem anestesia, e podemos observar a primazia com que músculos, tendões, ossos e cérebros são bem elaborados nas mãos deste mestre gore. E em outras de suas obras, como Apocalipse Zero, infelizes que recebem golpes que fazem o intestino sair pela boca são comuns…

Interessou-se, né?! Bem, veja uma amostra do belo mundo gore do cara com as pranchas abaixo!

 

André Vazzios – Desbravador do Digital

Hora de falar de André Vazzios.

Ele ficou famosão pelas suas grandes ilustrações para livros e revistas de RPG. Em, quadrinhos mandou tremendamente bem na hq nacional Lua dos Dragões (que até hoje eu considero como o seu melhor trabalho). De lá para cá tem feito poucos quadrinhos. Não o culpo: até porque ele pecava mesmo um pouco em termos de composição de página e narrativa, mas em termos de ilustra… UAU!

Naquela época o ano era 1998 e o Brasil mal conhecia pintura digital. Vazzios fazia as ilustrações de Lua dos Dragões à lapis, mas pintava no computador… usando Photoshop 4 e mouse! MOUSE, PORRA!!! E usando a merda de um Pentium 3 ou coisa pior!

Veja abaixo o resultado! Só por isso o cara já merece respeito!

Benjamin – Cores Hipsters

Cês tão ligados que a China vai dominar o mundo, né? Então vamos conhecer alguns artistas de lá para, depois que eles virarem mainstream, a gente poder se orgulhar “Ah, eu já conhecia fulano antes dele ser famoso!”

Não que nosso querido Benjamin seja um desconhecido completo. Ele tem aparecido lá e cá, inclusive fazendo umas capas alternativas para gibi da Marvel. No entanto é com o trampo autoral que ele arrasa. Com suas obscuras (por enquanto) séries Savior e Orange, que falam justamente da vida deste povo que deixa o cabelo crescer e toca guitarras. Suas cores… PORRA, QUE CORES!!! Malucas, modernas, fodidassas!

Vejam abaixo umas pranchas do cara, que adora nos fazer lembrar o quanto aquelas aulas de Teoria das Cores dos cursinhos de desenho nos fazem falta.