Hieronymus Bosch – Mestre do Horror Medieval

Existem certos artistas cujas obras são atemporais. Que mesmo depois de anos… décadas… século… milênios… elas continuam a fascinar!

Os pintores clássicos são verdadeiras máquinas do tempo para enxergarmos os sentimentos das pessoas de outrora e perceber que… elas não eram tão diferentes de nós, uma vez que somos capazes de sentir emoções semelhantes às que elas sentiam quando olhavam para estas obras que, hoje, são chamadas de “antigas”.

Nada é mais primitivo, nem mais atual, do que o sentimento do medo. Dizem os estudiosos que foi, provavelmente, a nossa primeira emoção… e certamente ainda é aquela que mais guia nossas vidas.

A arte de Hieronymus Bosch (cujo nome real era Jeroen van Aeken) transita entre nossas emoções mais básicas. Seu estilo detalhado e cuidadoso é espetacular e deixa nossos queixos caídos até hoje. Suas obras, misturando medo, desejo e confusão, são tão espetaculares que fica difícil exprimir em palavras.

Existe um cem números de tratados artísticos falando dos detalhes sórdidos em seus quadros, um assunto que dá MUITO pano para a manga, mas vou deixar você descobrir por si mesmo, googolando o nome dele por aí.

Por enquanto, apreciem este pequeno apanhado de suas incríveis obras, algumas delas recortes de obras maiores (que eu REALMENTE aconselho a dar zoom nas imagens para apreciá-las melhor!).

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Gerrit van Honthorst – Na sua cara!

Woa, people! Desculpe o hiato forçado neste último mês! #miupobremas!

De qualquer forma, estamos de volta com um artista holandês clássico. Mestre Van Honthorst, da mesma escola do chiaroescuro de mestre Caravaggio. Assim como ele, seu estilo também usava e abusava do contraste de sombras.

Um detalhe fundamental na sua obra era a grande expressividade de suas figuras. Você consegue sentir os sentimentos das pessoas. É lindo! Como vocês mesmos poderão ver nas imagens abaixo. Apreciem!

001 002 The happy Violinist 004 005 006 007 008 009 4104

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Pieter Claesz – Vanitas

Nos anos de 1500 a galera da Europa estava reaprendendo a desenhar bem. As pinturas ficavam cada vez mais anatomicamente correta, as cores cada vez mais perfeitas, a luz mais vívida e os pontos de fuga eram, enfim, capturados.

Mesmo assim as pessoas ainda tinham na cabeça temas medievais de pintura, como figuras alegóricas, cenas de passagem da bíblia e, sobretudo, o Vanitas.

Na arte, Vanitas (palavra latina que significa ‘vaidade’) era um tema super baixo-astral que reinava naquela época: obras que simbolizavam o curto tempo que nós, pobres mortais, temos na terra. Através de imagens de caveira,s ampulhetas e outras coisas mais, este estilo mostrava que todas as nossas lutas, nossas conquistas, nossos blogs… tudo não passa de vaidade! No final sejam ricos ou pobres, jovens ou velhos, pessoas uteis e inúteis, amadas ou não amadas… todas terão o mesmo destino: o pacotinho da ração de invertebrados.

E foi neste tipo de tema que Pieter Claesz se especializou. Quase a totalidade da sua obra são quadros deste tema e outros um pouco mais “amigáveis”, como natureza morta. Tudo feito com uma beleza, delicadeza e realismo ímpar. Tome abaixo alguns quadros do moço.

2174010047_51e13e0a41 CLAESZ_Pieter_Still_Life_1641_CMU_source_sandstead_d2h_45 fruehstuecksstilleben_fisch Pieter Claesz Pieter_Claesz_-_Breakfast_Piece_-_Walters_371984 pieter-claesz-still-life pieter-claesz-still-life-with-roemer-and-oysters portada Still Life with Turkey Pie, 1627, Pieter Claesz Violine_und_Büchern

P.S: Poxa… não é a toa que, com o tempo, quadros deste tipo foram desaparecendo das paredes das casas e substituídos por fotos preto e branco de 15 reais de Elvis Presley e Marlin Monrooe (epa… mas de certo modo estas fotos não seriam uma espécie de Vanitas moderna, não?)