René Follet – Velho Mestre

Esta semana tem post extra! Hoje vocês vão conhecer outro mestre dos quadrinhos franco-belgas: René Follet.

Este comedor de batatas fritas é um dos grandes nomes no meio. Trabalhou com Hergé, o criador de Tintin, publicando seus primeiros trabalhos na revista homônima. Também fez cartoons e capas para a revista do Spirou e desenhou diversos álbuns em parceria com outros autores, totalizando mais de cinquenta títulos. Foram muitos, muitos trabalhos!

Também desenhou para o mercado holandês e ilustrou versões quadrinizadas de clássicos da literatura, como A Ilha do Tesouro.

Você confere abaixo algumas pranchas do vovozinho. Para quem curte Bande Desineé, é um prato cheio!

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François Schuiten – Retas Belas

Malditos belgas comedores de batatas fritas! Mal posso ver seus movimentos!

Hoje vamos conhecer o trabalho do mestre Schuiten, autor de diversas bande dessinée, tendo começado sua carreira na mítica revista Métal Hurlant (a versão original da Metal pesado e Heavy Metal). Seu trabalho mais conhecido é com o título Les Cités Obscures. Alias, falando em cidades, este desenhador é do tipo que adora fazer cenários.

Sua arte é riquíssima e detalhada, principalmente quando ele inventa de desenhar prédios e estruturas artificiais. Ô manolinho para gostar de uma régua, rapaz! Você pode ver uma amostra da fodice do cara neste terreno logo abaixo!

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Henrique Alvim Corrêa – Ano Novo, Velho Mestre

Começamos este ano de 2016 apresentando a vocês um velho mestre da gravura brasileira que é quase um desconhecido nos dias de hoje: mestre Corrêa.

Nascido em 1876, de nacionalidade dupla (belga), ficou conhecido por seu trabalho voltado para a ficção científica, notadamente com as ilustrações da edição belga de 1906 da obra de H.G. Wells A Guerra dos Mundos. Ele também produziu trabalhos artísticos sobre a vida militar, outras de cunho erótico, assinadas como “Henri LeMort”.

Você pode ver algumas de suas pranchas logo abaixo.

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Antoine Wiertz – Romantica Realidade

Faz tempo que não temos um clássico aqui no blog!

Mestre Wiertz, pintor belga do século 19, era um dos defensores da arte romântica. Seus temas eram mitologias, alegorias como “A donzela e a morte” e cenas históricas feitas com uma boa dose de romantismo e exagero, como eram típicas da época.

Confira abaixo alguns de seus belos quadros.

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Edgar P Jacobs – A Marca da Aventura

Eu descobri o mundo das BDs franco-belgas faz pouco menos de dez anos. Não que já não tivesse lido Asterix e Tintin por aí, mas só realmente mergulhei neste universo faz pouco tempo.

Enquanto me debruçava sobre várias destas obras (e me perguntava se Corto Maltese, que teve publicações originais na França, poderia ser considerado BD também ou só fumetti) acabei esbarrando neste clássico chamado Blake e Mortimer.

Seu autor, o quadrinista Edgar Jacobs, foi um dos assistentes de Hergé, o criador de Tintin e grande popularizador do estilo “Linha Clara”, que marcou com força os quadrinhos belgas dos anos 40 e 50. Mas enquanto a obra do pai do repórter topetudo seguiu no seu estilo levemente cômico e cartunizado, Jacobs começou lentamente a se mover em direção ao realismo. Em poucos álbuns ele já havia superado seu mestre e havia criado uma dupla de personagens que se tornou famosa na França e Bélgica tanto quanto Tintin.

Blake e Mortimer é a única obra clássica deste período que continua tendo álbuns publicados até hoje. Jacobs, antes de falecer, confessou que não via problemas em outros autores utilizarem seus personagens. Claro que nem todos os novos títulos são dignos da obra original do autor (sobretudo a sua grande obra-prima: A Marca Amarela), mas ajudam a manter vivos estes personagens pelos quais eu me apaixonei.

Por isto, quero que apreciem abaixo algumas pranchas originais do mestre, incluindo alguns dos seus trabalhos não-autorais. E embora seja pouco provável que sejam publicados no Brasil, vale a espiada pela internet a fora.

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Sam Vanallemeersch – Borracha é para os Fracos!

Uma vez li uma tirinha do André Dahmer onde ele zoava com estes artistas que se preocupam demais em punhetar arte, ao ponto de usar até régua para fazer qualquer tracinho mínimo. No final da tirinha ele solta uma frase clássica: “Borracha é para os fracos!”

Mestre Sam Vanallemeersch também acha isto! Pior isto todos os desenhos dele são feitos sem raf, tudo na hora! E se ele ‘errar’ algum traço ele incorpora ao desenho.

O mano veio daquele país que todo mundo confunde com a França, de vez em quando, e adora fazer umas artes em que ele punheta em cima do erro: quanto mais rabisquinho, melhor! Olha só uma amostra abaixo!

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ROA – Cada Canto

Não é fácil encontrar arte urbana que me impressione, ou pelo menos que eu me dê ao trabalho de publicar aqui no blog, mas este cara aqui vale muito a pena!

ROA, pseudônimo de um grafiteiro belga, segue o caminho do “grafitti inteligente”. Aquele que não é simplesmente um desenho num fundo plano, mas um desenho que segue o molde imperfeito da tela e faz bom uso do espaço para criar composições únicas. A maioria dos malacos do spray preferem procurar paredes lisas e com áreas amplas o suficiente para caber o desenho que estão pensando. Primeiro pensam no desenho, depois no espaço onde grafitar. ROA não, primeiro ele olha para o espaço e depois grafita. E os resultados são bem interessantes. Observe este coelhinho:

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Da hora, né?

Agora vejam outros grafittis fodidos do homem logo abaixo:

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