Vince Low – Desordem

Quando ouvi falar no malásio Vince Low e vi suas ilustras achei elas bem produzidas, com um traço rabiscadão legal e tal, mas não achei que valia muito a pena publicar aqui. E por quê? Porque elas eram simples cópias de fotos num traço ‘estiloso’. Só isto.

“Pô, mas ele tem dislexia! Só de fazer isso ele é genial!” bem, foda-se a dislexia! Cada um com seus problemas!

Mas depois de garimpar bastante encontrei algumas artes dele que não eram simples cópias, tinha um algo mais. E como todo mundo curte uma história de ‘superação’, eis aí as artes do moço.

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Conrad Jon Godly – Belas Montanhas

Pintor bem-sucedido é aquele que só pinta o que ele quer – e ganha muito dinheiro com isto.

São poucos os pintores (e ilustradores, e quadrinistas, e designers) que podem se dar a este luxo. Mesmo quando são cotados pelo seu estilo ainda precisam fazer trabalhos ‘que não gostam’ para poder pagar as contas da banheira de hidromassagem. E aqueles que conseguem ganhar dinheiro pintando SÓ o seu tema preferido são mais raros ainda.

O suíço Conrad Godly é um destes poucos felizardos.

Ele ganha muita grana desenhando a mesma coisa: montanhas! Só montanhas! Erigidas sobre as telas em formas abstratas e com quantidades generosas de tinta a óleo.

Sua pincelada (embora eu acredite que ele faz boa parte da base do quadro com ‘espatuladas’) parece ser feita meio com descaso, mas basta ver o resultado final para perceber que cada gesto que ele faz é medidamente calculado para dar a agradável impressão rochosa destas formações naturais. Seus quadros são lindos! E mesmo pintando sempre a mesma coisa, jamais são repetitivos!

Observe abaixo o trabalho do cara. Ele só vive disto! – e se o referendo sobre a ‘bolsa família’ da Suíça, no valor de 2 mil e quinhentos francos suíços para cada habitante, realmente sair o senhor Godly realmente NUNCA mais vai precisar se preocupar com o próprio sustento.

E da-lhe montanhas!

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Hans Peter Kolb – Realismo Surreal

Malditos pincéis alemães! Mal posso ver seus movimentos!

Vamos conhecer hoje herr Kolb, um germânico hyperrealista que, como todos os outros, veio aqui para nos esfregar na cara o quanto somos preguiçosos e não sabemos fazer um acabamento decente em nossas obras.

No entanto, este mano prefere fazer artes realista retratando o surreal: obras fantasiosas, estátuas fantásticas e cenários oníricos. Aprecie abaixo algumas de suas belas obras.

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Kauhiko Sano – Jurassico

Era uma vez uma época em que a ciência ainda não era tão avançada e muita gente achava que os dinossauros era tipo crocodilos bípedes gigantes. Hoje descobrimos que muitos dinossauros na verdade tinham… penas! Tipo um pavão com dentes! Sacanagem!

Bem, mas mestre Sano fez muitas das suas belas ilustras paleontólogas ANTES desta descoberta e assim eternizou os lagartões do jeito que a gente gosta: escamosos e fodões!

Mestre Sano ilustrou inclusive aquelas famosas coleções de banca de jornal de dinossauros… lembram? Pois é! Vejam uma amostra do seu trabalho abaixo (e sim, teremos alguns dinos penosos também porque, afinal, a evolução da paleontologia não pode parar, né?)

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Nico Marlet – 2D x 3D

Devo admitir que demorei muito para assistir Kung Fu Panda porque achei a ideia boba demais e as lutas, que vi no trailer, cartunescas demais. Sem falar que não vou muito com a cara do Jack Black – o que fez a voz do panda Po. Mas depois que assisti acabei ficando viciada! E gostei sobretudo das belas animações 2D que foram colocadas no meio do filme, casaram bem legal!

E boa parte do character designer foi feito pelo franco-americano Nicholas Marlet! Outro grande talento que nos presenteia com estes filmes ‘infantis’ que, na verdade, são feitos para enredar nós, crianças crescidas de mais de 21 anos! Kung Fu Panda não é perfeito, mas gostei muito!

Nico também trabalhou com Monstros S.A e Como Treinar seu Dragão. Vejam uma amostra do seu trabalho aí embaixo.

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Pedro Américo – Pobre Louco ou Morte!

“Sete de setem-bro! Data tão festi-va! Foi quando a porra toda desandou lá na aveni-da!”

Eba! Hoje vou apresentar o artista de um quadro que todo mundo já viu, mas a maioria nem faz ideia quem pintou: O Grito da Independência, de autoria de Pedro Américo, nosso convidado nacionalista de hoje!

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Tá certo que como ele pertenceu ao movimento romântico, muita coisa tava excessivamente ‘romantizada’ nesta tela: dizem que Don Pedro tava é sentado em cima de um burro, não de um cavalo. E devia estar numa posição menos imponente, pois tava com dor no bucho!

Bem, mas temos que dar um desconto, afinal a independência tinha sido declarada antes do pintor nascer!

Mas todo este excesso de romantismo tem sua razão: este manolinho foi importante para ajudar a criar a identidade brasileira naqueles tempos livres, leves e soltos do primeiro século de liberdade. Precisávamos de imagens fortes e românticas para nos unirmos como nação (já que naquela época o futebol ainda não tinha chegado com força no Brasil).

Ah, mas nem só de temas tupiniquis viveu o Pedroca! Ele viajou muito para a Europa e também pintou temas do velho continente, como Hamlet, a rabequista árabe e outros. E vale dizer que ele também foi escritor – mas disto é melhor vocês perguntarem para o seu professor de História ou de Literatura que deve manjar mais que eu.

Vocês poderão apreciar a arte dele logo abaixo!

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