Leonardo da Vinci – O Código do Artista

É comum, quando pensamos em procurar artistas para referências, nós nos esquecermos dos velhos clássicos, como se eles não tivessem nada a nos ensinar. Vamos parar com esta merda de preconceito! O velho Leo é apenas o primeiro dos artistas clássicos que irei postar aqui, para nos lembrarmos que a arte não começou no século XX.

Se existiu um artista que era realmente O CARA nesta porra de planeta então foi ele! Até porque ele levou o conceito de “arte + praticidade” muito antes de Steve Jobs! Sim, o cara não era só pintor, ele era… uma porrada de coisas!

Para estudar anatomia ele dissecou cadáveres. Para rabiscar mecanismos ele foi inventor – e criou o protótipo do helicóptero, do paraquedas, da asadelta, do tanque blindado… Escrevia de trás para frente (porque escrever da esquerda para a direita era muito mainstream… o primeiro hipster?) e pintava AO MESMO TEMPO em que escrevia! Artista prodigioso que causou inveja até no próprio mestre, que chegou a convidá-lo a sair de seu ateliê depois que ele pintou um anjo tão foda no quadro do seu mentor que destoou de todo o resto. Sábio, muito sábio! Numa época em que conhecimento demais te levava para a fogueira ele peitou os felasdaputa e se tornou um dos grandes mestres do conhecimento e da arte do seu tempo.

Apreciem uma mínima fração de sua obra logo abaixo e corram atrás de mais!

Greg Ruth – Belas HQs

Adoro hqs pintadas! Principalmente quando são lindamente pintadas.

Este moço, Greg Ruth, ainda não é muito conhecido, mas tem ganho destaque recentemente. Como todo quadrinista americano foderoso ele é, sobretudo, um capista, mas de vez em quando nos brinda com sua arte no miolo das revistas também. Já ilustrou o miolo de uma das melhores mini-series de Conan, já fez Aberrações no Coração da América entre outras obras fenomenais.

Vejam seu site http://www.gregthings.com/ e confiram abaixo algumas de suas pranchas.

Dave McKean – Caos Onírico

Este cara foi o responsável por muita gente conhecer Sandman, uma das, senão a melhor, hq dos anos 90 – embora muita gente se decepcionasse quando abrisse as paginas da revista e percebesse que a qualidade da arte de capa feita pelo McKean NÃO se repetia no miolo.

É um pouco complicado classificá-lo como “quadrinista” ou mesmo “ilustrador”, pois sua obra ultrapassa muitas fronteiras e as mescla. Foi um dos primeiros a usar fotografias, misturadas à ilustrações, para compor imagens surrealistas para os quadrinhos. Um dos primeiros a usar computadores para mais do que simplesmente colorir. No entanto não é só de capas que se vive este grande artista. O velho Dave, com sua arte maluca, ilustrou Asilo Arkhan de Grant Morrison e Orquídea Negra de Neil Gaiman – alias este último um grande amigo pessoal do cara, no estilo Tim Burton/Johnny Deep.

Sua arte fala por si só. Aprecie!

Barron Storey – Crazy!

RE-TAR-DA-DO! Sem nenhuma força de expressão! Este é Barron Storey. Exímio ilustrador, dono de um traço rebelde e… uma estranha peculiaridade.

Corre na boca pequena que em uma palestra que o fulano deu, numa destas escolas superfoderosas de arte nos Estados Unidos, a platéia pode perceber que, enquanto ele falava, suas mãos pareciam inquietas e intermitentes. Ele falava e as mãos tremiam. Por quê? Porque ele estava louco para começar a desenhar! Aparentemente este fulano sofre, realmente, de algum tipo de sindrome de TOC leve em que ele tem compulsão por fazer aquilo que às vezes nós temos muita preguiça: desenhar!

Em uma de suas mostras de artes ele deixou para apreciação dos visitantes alguns scketchbooks de centenas de páginas. Mas não foram cinco… ou dez… ou trinta… ou cinquenta… foram DUZENTOS livrinhos de rascunho! Este é um cara que, nem, que você leve toda a vida, jamais poderá superar em termos de quantidade.

Veja as pranchas do maluco e visite seu site! http://www.barronstorey.com/

Altair Messias – Eye of Tiger

Lembram-se do post que fiz do Carlos Sneak, desenhador brasileiro de quadrinhos que publica uma série na revista Ação Magazine? Pois é! Decidi repetir a dose e publicar a arte de outro artista brazuca que trampa nesta revista: Altair Messias.

O cara desenha minha série favorita deste almanaque: a saga de boxe Jairo, que veio para mostrar que histórias com adolescentes e suas crises existenciais NÃO precisam ser, necessariamente, chatas e manjadas.

Seguem algumas pranchas abaixo, da série e também de outros trabalhos dele. (E por falar nisso… edição número 3 é para quando?)