ROA – Cada Canto

Não é fácil encontrar arte urbana que me impressione, ou pelo menos que eu me dê ao trabalho de publicar aqui no blog, mas este cara aqui vale muito a pena!

ROA, pseudônimo de um grafiteiro belga, segue o caminho do “grafitti inteligente”. Aquele que não é simplesmente um desenho num fundo plano, mas um desenho que segue o molde imperfeito da tela e faz bom uso do espaço para criar composições únicas. A maioria dos malacos do spray preferem procurar paredes lisas e com áreas amplas o suficiente para caber o desenho que estão pensando. Primeiro pensam no desenho, depois no espaço onde grafitar. ROA não, primeiro ele olha para o espaço e depois grafita. E os resultados são bem interessantes. Observe este coelhinho:

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Da hora, né?

Agora vejam outros grafittis fodidos do homem logo abaixo:

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Justin Mortimer – Macabre

… é como diz o ditado: “Artista bom é artista perturbado!”

Ok, este ditado não existe, mas bem que poderia existir, pois ele parece se aproximar muito da verdade!

Hoje irei apresentar a vocês os quadros no nosso querido e doente Justin Mortimer. Este londrino faz quadros com um estilo realista/expressionista muito interessante. Seus temas são sempre meio perturbadores, sobretudo no modo como ele compões a cena. Temos a impressão de ver seres humanos inteiros ou apenas pedaços? O que estamos realmente vendo ali?

“Eu… vejo… mortos!”

E você? O que vê?

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Tony Wong – Stan Lee de Hong Kong

Vamos repetir a dose das artes do nosso chapa Tony Wong!  É, depois que eu peguei a manha de como fuçar nos sites chineses ficou mais fácil encontrar imagens.

Este post irá contar mais detalhes da trajetória deste tiozinho.

Ele começou sua carreira profissional no início dos anos 70, quando lançou a sua série mais longeva e que continua em publicação até hoje: Little Rascals ou ainda Oriental Heroes. Contava a história de três jovens chineses irados, lutadores de Kung-Fu do barulho, que viviam mil e uma confusões! Nesta época ele ainda estava dominando a arte da ilustração. Como pode ver abaixo:

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Nada mal, considerando o nível médio de arte dos quadrinhos dos anos sessenta e setenta. Sobretudo na China, que estava se reorganizando politicamente com toda aquela porra do MAO e tudo mais (repara como esta calça de listas rosa-azul-branca estilo Yellow Submarine entrega bem a época em que isto foi publicado!).

As histórias tinha a temática do Kung Fu, pincelada com alguns dramas dos jovens da época. Uma ótima pedida para uma história em quadrinhos leve e descompromissada…

Epa! Eu falei “leve”? Não.  Oriental Heroes não tinha nada de “leve”…

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Sentiu? Pois é… num país onde estavam executando professores com tiros nos miolos creio que isto não devia pegar tão mal…

Pegava sim! Na China rolava uma lei que proibia “violência extrema” nos quadrinhos, então o sr Wong teve sim alguns problemas com a censura, mas conseguiu contorná-los abrindo a sua própria editora e bolando o seu próprio esquema de distribuição. Nesta época ele até usava um pseudônimo: Jademan Wong. E assim que ele ficou conhecido por muitos anos até conseguir sair do armário.

Sobre a série, ela continua sendo publicada até hoje, mas com um traçado bem diferente. veja a comparação abaixo:

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Mal dá para acreditar que é o mesmo cara, né? Pois é, mas o mano teve muitos anos para progredir seu traço, ainda mais desenhando mais de uma centena de páginas por mês como ele desenha até hoje!

Abaixo você verá alguns trampos dele dos anos oitenta, quando ele começou a pegar mais a manha da anatomia.

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Tamanho empenho fez com que ele ficasse hyper conhecido na China e no restante do mundo. Não dá para falar de quadrinhos chineses sem falar de Tony Wong! O maluco começou a exportar suas obras para outros países, como os Estados Unidos. Ele até fez uma historinha com o Batman para cair mais no gosto da americanizada!

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Atualmente o sr Wong tem sua própria editora, que é a maior da China em termos de publicação de quadrinhos. Tem diversos títulos em sua grade, alguns ele desenha inteiro, outros ele só faz as capas, outros ele só escreve. Não importa. O tiozão tá frme e forte na labuta, produzindo mais e mais Kung-Fu-Farofa, para a alegria da nação mais populosa do mundo! E para a nossa alegria também, é só alguma editora se prontificar a lançar por aqui algum material do mano. Tá fazendo falta!

E fique com mais algumas ilustras animais dele logo abaixo!

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Ani Roschier – Simples e Limpo

Gosto de procurar artistas de países mais obscuros, da onde a gente não escuta muito falar.

Hoje teremos um finlandês. Mestre Ari Roschier.

Seu principal trabalho é como Concept Designer. Seu estilo é bem simples, quase rascunhado, mas ainda assim com uma vitalidade e um acabamento natural muito bem-feito. Já trabalho fazendo jogos eletrônicos indies, filmes escandinavos e obras publicitárias lá na terra do Papai Noel. Suas cores são suaves e ele usa e abusa dos pinceis maluquetes de PS. No entanto sem deixar a arte pesada com excesso de efeitos. Ah, e ele não fica miguelando mixaria não! Se alguém quiser usar os pinceis virtuais dele, ele compartilha no seu site pessoal AQUI!

para os desenhadores digitais, aproveitem os arquivos. E também apreciem sua arte!

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Situ Jian Qiao – Grande Gafanhoto

Aproveitado que eu já tinha abraçado o capeta, navegando pelos sites indecorosos da China no post do Tony Wong, decidi trazer mais um artista daquelas bandas para vocês. O senhor Situ Jian Qiao ou ainda 司徒剑侨.

Seu trabalho mais famoso no ocidente é City of Darkness, onde ele faz só a arte (e que arte!). Tem uma fama razoável porque uns grupos de tradutores de mangás cairam nas graças desta obra, cujo gênero mistura trama policial com Kung-Fu-Farofa (tipo aqueles filmes de kung-fu chineses onde os lutadores fazem coisas impossíveis, como andar sobre a água, correr uns seis metros numa parede vertical, usar golpes de Chi… mas que mesmo assim é muito da hora!).

Seus melhores trabalhos, no entanto, ainda estão muito longe dos olhos do ocidente. Não faz mal! Por enquanto vamos curtindo umas artes do tio logo abaixo!

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Szymon Kudranski – Zajebiste!

Nem me peça para pronunciar o nome deste polaco porque eu não faço a menor ideia, mas se quiser que eu use uma palavra polonesa para descrever a arte dele, bem… Zajebiste! Que significa: “Caraaaaaaaalho!”

Você verá abaixo o porque do uso desta palavra. O mano é conhecido mais pelas suas artes que fez para a Image e DC comics. Nenhum crime nisso, claro.. mas, porra! Ele merecia mais destaque! Seu estilo realista/noir/surreal é ducacete! Ele é o artista da mini-serie “Pinguim: Orgulho e  Preconceito”, umas das melhores obras a ilustrar este clássico vilão do Batman.

Nada de palavras agora… apenas curta a arte do cara!

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Edmund Blair Leighton – Passado romântico

É desesperador o numero de artista bom que você encontra por aí e cujos nomes, infelizmente, são desconhecidos do povão! O senhor Leighton é um destes: pintor pré-rafaelita, no finzinho do século retrasado, suas artes evocam o período romântico da época, mas sem perder aquela pontadinha de realismo irônico que permeou a arte na virada do entre-séculos.

Era do tipo “pintor histórico”, na época em que os documentários da Discovery não existiam. A maneira das pessoas conhecerem o passado em cores era através de pinturas como a deste mano, feitas com base em muita pesquisa, mas sem perder o ar romântico e de ‘contos-de-fadas’.

Vejam os quadros do tio aí embaixo. Babem.

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